Criação de 211 cargos rende ação de improbidade a ex-prefeito de Cajamar

A cada Administração, os gestores montam equipes de trabalho e empregam pessoas de sua confiança, os chamados cargos comissionados. O número que cada prefeito estabelece para cargos comissionados muitas vezes pode gerar críticas ao Governo. Como é o caso de Cajamar, em que a criação de cargos em comissão gerou a uma Ação de Improbidade Administrativa no Ministério Público (MP) contra o vereador e ex-prefeito interino Eurico Marcos Missé (DEM).  

O responsável pela ação foi o promotor Reinaldo Iori Neto, que ajuizou o pedido de Improbidade Administrativa em razão da criação de mais de 200 cargos comissionados no ano passado. Para a Promotoria, os prefeitos de Cajamar têm se utilizado recorrentemente desse tipo de atividade.

Segundo o MP, houve beneficio político na criação de 211 cargos comissionados. Na ação é citado, por exemplo, a criação de 85 cargos de “gerente”, onde o salário alcança a fatia de R$ 5.300 mensais sem qualquer requisito exigido para assumir o cargo, e compreende tantos outros criados em “moldes artificiais”. Tais cargos geram um custo mensal de R$ 1.386 milhões aos cofres municipais.

Assim, o promotor requer a exoneração dos cargos criados, além de suspensão dos direitos políticos do vereador por oito anos, e pagamento de multa civil no valor de R$ 36 milhões.

A reportagem da Top Tv On Brasil procurou a Prefeitura e questionou sobre a ação de improbidade administrativa do MP. O Governo Municipal disse que os procuradores municipais estão avaliando o caso. O vereador Eurico Missé, foi procurado pela reportagem, mais não foi encontrado.

Concursos públicos – A reportagem procurou saber a prefeitura pretende realizar concurso público. A prefeitura informou que existem estudos para a implantação de novos concursos públicos no município.