Novo modelo de placas tem problemas em São Paulo

Começou a valer ontem a obrigatoriedade de placas no padrão Mercosul em todo o País. No primeiro dia da regra, porém, despachantes da cidade de São Paulo relataram que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP) ainda não emitia os documentos necessários para o novo registro. Além disso, até o fim da tarde só constava uma empresa com sede na capital na lista de autorizadas a fazer o novo emplacamento, mas o serviço ainda não era oferecido no local. Em nota, o Detran afirmou que o problema técnico foi resolvido e disse ter emitido “mais de 10 mil autorizações”, sem especificar em quais cidades.

São Paulo fazia parte do grupo de Estados que ainda não haviam aderido à placa Mercosul – o primeiro a adotar foi o Rio, em 2018. A implementação chegou a ser adiada seis vezes até o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determinar, em junho, que a placa seria obrigatória no Brasil a partir de 31 de janeiro. Os Detrans tiveram seis meses para adaptação.

Conforme explicações do Detran-SP, a instalação da placa passa a ser em duas etapas. Primeiro, o motorista leva a nota fiscal do veículo e outros documentos a uma unidade da autarquia, que emite o Certificado de Registro do Veículo (CRV). Com o CRV em mãos, o condutor precisa se dirigir a uma estampadora credenciada, pagar pela placa e fazer a instalação.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, quatro despachantes da capital disseram, porém, que os Detrans ainda não estavam emitindo documentos. “Para mim, passaram que o sistema está em fase de adaptação e não iam emitir”, disse Diego Aguiar, que foi de manhã à unidade Armênia, zona norte. “Quem comprou carro 0 km hoje (ontem) não vai sair com a placa nova.” Com atuação na zona sul, o despachante Osmar José Ribeiro disse que o sistema estava “parado”. “Até atrapalha nosso trabalho, porque a gente tem de explicar aos clientes que vai atrasar. Mas também acho que é preciso ser compreensivo. O sistema é novo, então é normal.”